domingo, 25 de março de 2012

Meus pais estão no Facebook, e agora?



Uma pesquisa realizada pela ComScore em dezembro de 2011 afirma que, no último ano, houve um aumento de 80% na taxa de acesso às redes sociais por pessoas com 55 anos ou mais. Isso significa que, hoje, existem muito mais pais nas redes sociais do que no início desta moda.

Com a entrada deste público houve também uma ligeira mudança de comportamento dos filhos, especialmente entre os adolescentes. O jovem Rian Ávila Pereira, de 13 anos, diz estar mais atento aos seus posts depois que a mãe passou a utilizar a rede. “Eu fico com medo dela pegar no meu pé por causa de uma foto ou zoação”, comenta.


Nos últimos meses, Rian diz ter parado de postar certas mensagens ou fotos porque já viu muitos casos em que os pais de seus amigos levaram as brincadeiras da rede para a vida real. Ele mesmo passou por uma situação semelhante: sua mãe fez um comentário sobre uma de suas fotos que o deixou bastante envergonhado. "Estava abraçado com uma amiga e ela perguntou se aquela menina era minha namorada", lembra. "Também já aconteceu de eu tirar nota ruim e minha mãe me tirar o computador por saber que era a internet que me atrapalhava", conta.

Além da mãe, Rian ainda teve que conviver com professores no Facebook, mas esta experiência não durou muito. Com medo de ser julgado pela quantidade de tempo que passa na internet, ele bloqueou o "mestre" e diz ter ficado mais aliviado. Já com a mãe, o medo é tanto que nem o bloqueio ele tentou. Segundo ele, o professor jamais o contestaria por isso, já sua mãe sim. "Não tem o que fazer, eu vou levando, o bom é que minha mãe não entra toda hora", conclui.

Com cerca de 800 milhões de usuários, o Facebook é uma das redes que mais possui pais conectados. Muitos deles são tão ativos quanto seus filhos, como é o caso de Sandra Aguiar, de 54 anos. Ela está sempre online compartilhando posts com amigos e familiares, incluindo seus dois filhos: Pedro e Nara Chavedar. Para Pedro, estudante de jornalismo de 23 anos, ter uma mãe conectada é bacana, no entanto, ele admite que, mesmo de forma inconsciente, acaba filtrando o que vai postar. "Tenho um filtro natural que independe da presença da minha mãe, mas existem coisas específicas que penso nela. É uma questão de respeito", diz.

O jovem comenta que o seu receio é pelo tom que as coisas ganham na internet. Na rede, uma frase pode ser interpretada de diversas formas e, dificilmente, é possível se explicar. "Não é preocupação, mas eu fico esperto, até porque tem muitos amigos que não sabem que minha mãe está no Facebook e podem postar coisas que ela não entenderia", ressalta. "Mas, acho que quem está na chuva é pra se molhar. Eu não bloquearia minha mãe ou criaria um grupo somente para a família, porque acho que isso foge do intuito do Facebook. Se você está se expondo, se exponha a todos e mantenha um filtro universal", explica.

O interessante é que, no caso de Pedro, quem faz o papel de pai é ele. O futuro jornalista diz que reprova um pouco a forma como a mãe utiliza o site, porque acredita que ela se expõe demais. Para ele, a ferramenta deve ser usada para trazer benefícios e não só como uma plataforma para as pessoas publicarem detalhes de suas vidas pessoais. "Acho que ela [a mãe] poderia usar a rede para divulgar mais a escola dela e conversar comigo e minha irmã, que moramos longe", finaliza.

Já Nara, de 21 anos, irmã de Pedro, não se importa com a forma que sua mãe utiliza o Facebook. Ela conta que se diverte com as coisas que sua mãe posta e acredita que o principal motivo de Sandra estar online é para acompanhar a vida dos filhos. Obviamente, nem tudo são flores. Ambas já tiveram problemas por causa da amizade virtual. Recentemente um comentário de Sandra em uma foto postada por uma amiga de Nara rendeu discussão na família. "Eu tenho uma relação muito boa com a minha mãe, por isso tive liberdade de pedir para que ela apagasse os comentários que fez na foto e no meu mural", comenta. "Eu não me podo em nada por ter minha mãe na rede, mas fico receosa com os posts de amigos e a interação entre eles e minha mãe", conclui.

A jovem Stela Alvarenga Lopes, de 21 anos, também tem uma ótima relação com os pais e, segundo ela, isso se reflete no mundo digital. Para ela, quanto mais próximos e íntimos dos pais, menos problemas e restrições os jovens terão. "Eu vejo a entrada dos pais no Facebook como algo positivo. Isso significa que eles não se fecharam para as novidades. Além disso, é um espaço para gerar diálogo entre as gerações", diz. O mesmo acontece com Pedro Bisordi Taraboulous, de 18 anos. A relação entre ele e sua mãe, Meire, é tão boa que ela chega a questioná-lo antes de publicar algo que possa envergonhá-lo. Em casa, ambos batem papo sobre as interações na rede e nunca tiveram problemas.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Após um mês preso, fundador do Megaupload consegue liberdade condicional


Após um mês na prisão, o fundador do Megaupload, Kim Dotcom, conseguiu garantir sua liberdade condicional até o seu julgamento.

Dotcom ficará em uma mansão em Auckland e não poderá viajar mais do que 80 quilômetros enquanto aguarda a decisão sobre sua extradição para os Estados Unidos, onde ele é acusado de lavagem de dinheiro e pirataria. Ele também não poderá usar a internet durante o período e também não terá acesso às suas contas bancárias.
Presos no dia 20 de janeiro, quatro sócios do Megaupload conseguiram liberdade condicional na Nova Zelândia. Bram van der Kolk, Finn Batato e Mathias Ortmann também aguardam a decisão a respeito da extradição, e agora Dotcom vai se juntar a eles.
Em uma operação que envolveu o governo dos Estados Unidos, os fundadores do serviço de compartilhamento de arquivos foram acusados de causar US$ 500 milhões em prejuízo para a indústria do entretenimento. Os quatro foram presos e o site foi tirado do ar por facilitar a pirataria, segundo o FBI.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Orkut é passado: os números do Facebook no Brasil


Não é de hoje que o Facebook tem mostrado a que veio no Brasil. A rede social de Mark Zuckerberg cresceu 300% entre os brasileiros se compararmos com os números de 2008, ano em que o site começou a crescer em todo o mundo.

Hoje, nosso país é a quarta nação em número de usuários ativos, totalizando mais de 37 milhões - perdemos apenas para os Estados Unidos (157 milhões) e para Indonésia e Índia (41 milhões cada) - primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O pessoal do Facebook brasileiro criou um infográfico com dados bem interessantes sobre o crescimento da rede social no país, e o resultado não poderia ser outro: desbancou sites da Microsoft e do Google, inclusive o próprio Orkut, que um dia foi o site de relacionamentos mais acessado pelos brasileiros. Acompanhe as informações abaixo.

(clique na imagem para ampliar)



Audiência

- 37 milhões de usuários ativos, dos quais 12 milhões utilizam o Facebook por meio de dispositivos móveis
- 51% da população acessa o Facebook todos os dias
- A média de amigos por usuário é de 206 contatos
- 46% dos membros são do público masculino, contra 54% do feminino
- 33% dos usuários têm idade entre 18-24 anos, 29% entre 25-34, 14% entre 35-44, 13% entre 13-17, 7% entre 45-54 e 4% mais de 55 anos

Postagens mensais

- 996 vídeos colocados no site
- 2 milhões de check-ins feitos pelos usuários
- 160 milhões de mensagens nos Murais
- 339 milhões de atualizações de status
- 460 milhões de novas fotos colocadas na rede
- 715 milhões de mensagens enviadas entre os usuários
- 1,6 bilhão de comentários
- 1,6 bilhão de "curtir"

Tempo gasto mensalmente no Facebook e outros sites

- 06:57 horas são gastas e 997 páginas são vistas por cada usuário na rede social, todos os meses
- 04:41 horas são gastas e 203 sites da Microsoft são vistos no mesmo período
- 02:18 horas são gastas e 313 páginas do Google são vistas por mês
- 01:49 horas são gastas e 270 páginas do Orkut são vistas por cada usuário no mês